"A verdade é que eu morro de medo. Todos os dias quando acordo feito alma em lembrete, meu peito dói. A cada amanhecer e anoitecer meu coração se aperta de temor. Tenho medo, eu grito, e um eco desavisado retumba em minhas entranhas. Medo. De perder o ritmo da vida, de não ser o suficiente, de mim. O gosto ácido que retrai minha garganta é medo, e a dor penetrante nos meus ossos também. Medo de errar, de falhar com outros e ainda pior, comigo mesmo. Medo de me tornar o que eu tanto odeio, de desistir porque me sinto fraca, de parar de caminhar porque meus pés doem e a dificuldade me racha ao meio. Há medo evaporando minha pele, desfazendo minhas células, corroendo meus órgãos. Tenho medo! Medo de temer e não suportar. De ser pouco ou ser o excesso incabível. Medo de me entregar, de ser vulnerável quando a vida me obriga a ser forte. Tenho medo de perder a mim mesma, e tenho mais medo ainda de me encontrar. Porque lá no fundo eu sei, que quando o céu cai e as estrelas me cobrem, eu vomito medo, e engulo esperança."
- Elise também ama, 1974.  (via delator)

(Fonte: voeidemim, via delator)

"É angustiante, né? Quando você quer muito alguma coisa, mas ela não depende só de você para acontecer."
- Fidel Dourado. (via delator)

(Fonte: deploravel, via delator)